Espaço para discutir a ciência histórica, os quadrinhos e a fé cristã de forma clara e divertida.
Olá, meus queridos seguidores!!
Bem vindos apaixonados pela História e pelos quadrinhos. Neste espaço iremos discutir a ciência histórica, mas, acima de tudo as curiosidades que fazem ela ser tão fascinante e maravilhosa.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Exercícios/ República Velha
Nas questões
de 01 a 05
utilize o código abaixo:
a) I, II e III são corretas
b) I, II e III são incorretas
c) I e II são corretas
d) I e III são corretas
e) II e III são corretas
01.
I. A suspensão dos alvarás que proibiam as manufaturas no Brasil permitiu que o país tivesse um considerável desenvolvimento industrial.
II. A pequena dimensão do mercado interno brasileiro e o baixo poder aquisitivo da população foi fatores que tolheram o desenvolvimento industrial brasileiro.
III. O grande momento no processo industrial brasileiro foi a II Guerra Mundial, quando se instaurou um sistema que significava mudança na estrutura da economia, principalmente em seu aspecto qualitativo.
02.
I. As facções liberal e realista da época da independência brasileira conciliaram suas divergências para organizar e manter a unidade política do país.
II. Segundo alguns historiadores, Deodoro e Floriano desempenharam papel de simples substitutos do Poder Moderador, na mesma tradição centralizadora do Império, sem alterar as estruturas do país.
III. Os ressentimentos dos oficiais com a chamada Questão Militar, de 1884 – 1885, foram capitalizados em prol da causa republicana.
03.
I. A principal característica da economia brasileira, segundo Celso Furtado, na primeira metade do século XX, é a emergência de um sistema cujo principal centro dinâmico é o mercado interno.
II. Ao desenvolvimento industrial brasileiro que sucede à prosperidade cafeeira, corresponde uma acentuada concentração regional de renda.
III. A integração do Nordeste à economia industrializada obedece a um planejamento prioritário que se iniciou no governo Vargas.
04.
I. A crescente procura de áreas favoráveis ao cultivo do café contribuiu para o povoamento da costa paulistana, em princípios do século XX.
II. O excesso de produção cafeeira agravou os problemas financeiros da República Velha.
III. A decadência do café nas regiões do Vale do Paraíba se iniciou a partir da queda da Bolsa em 1929.
05.
I. O debate sucessório de 1910 se caracterizou pela reação às “candidaturas oficiais”.
II. As dissensões entre os grupos militares e oligarquia tradicional, que apoiaram a candidatura Hermes da Fonseca, culminaram na intranqüilidade política que caracterizou seu quadriênio.
III. O grupo mineiro do “Jardim da Infância” representou, no governo Afonso Pena, a reação ao “Bloco” de Pinheiro Machado.
a) I, II e III são corretas
b) I, II e III são incorretas
c) I e II são corretas
d) I e III são corretas
e) II e III são corretas
01.
I. A suspensão dos alvarás que proibiam as manufaturas no Brasil permitiu que o país tivesse um considerável desenvolvimento industrial.
II. A pequena dimensão do mercado interno brasileiro e o baixo poder aquisitivo da população foi fatores que tolheram o desenvolvimento industrial brasileiro.
III. O grande momento no processo industrial brasileiro foi a II Guerra Mundial, quando se instaurou um sistema que significava mudança na estrutura da economia, principalmente em seu aspecto qualitativo.
02.
I. As facções liberal e realista da época da independência brasileira conciliaram suas divergências para organizar e manter a unidade política do país.
II. Segundo alguns historiadores, Deodoro e Floriano desempenharam papel de simples substitutos do Poder Moderador, na mesma tradição centralizadora do Império, sem alterar as estruturas do país.
III. Os ressentimentos dos oficiais com a chamada Questão Militar, de 1884 – 1885, foram capitalizados em prol da causa republicana.
03.
I. A principal característica da economia brasileira, segundo Celso Furtado, na primeira metade do século XX, é a emergência de um sistema cujo principal centro dinâmico é o mercado interno.
II. Ao desenvolvimento industrial brasileiro que sucede à prosperidade cafeeira, corresponde uma acentuada concentração regional de renda.
III. A integração do Nordeste à economia industrializada obedece a um planejamento prioritário que se iniciou no governo Vargas.
04.
I. A crescente procura de áreas favoráveis ao cultivo do café contribuiu para o povoamento da costa paulistana, em princípios do século XX.
II. O excesso de produção cafeeira agravou os problemas financeiros da República Velha.
III. A decadência do café nas regiões do Vale do Paraíba se iniciou a partir da queda da Bolsa em 1929.
05.
I. O debate sucessório de 1910 se caracterizou pela reação às “candidaturas oficiais”.
II. As dissensões entre os grupos militares e oligarquia tradicional, que apoiaram a candidatura Hermes da Fonseca, culminaram na intranqüilidade política que caracterizou seu quadriênio.
III. O grupo mineiro do “Jardim da Infância” representou, no governo Afonso Pena, a reação ao “Bloco” de Pinheiro Machado.
Leonardo França
Exercícios/Feudalismo
01. Durante grande parte da Idade Média, a Europa
Ocidental viu definhar lentamente as atividades comerciais, a ponto de quase
desaparecerem. Cite dois fatores que causaram o atrofiamento do comércio nesse
período:
02. Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:
a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.
03. O feudalismo:
a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.
04. A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do Estado enquanto instituição, porque:
a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza;
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores;
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e a lealdade ao suserano;
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas;
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.
05. Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:
a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corvéia e a talha.
06. Quanto às relações entre suseranos e vassalos:
a) senhor e servo eram categorias semelhantes a suseranos e vassalos;
b) o servo prestava homenagem ao senhor feudal;
c) o senhor feudal concedia o benefício ao vassalo;
d) as obrigações entre vassalos e suseranos eram recíprocas;
e) o juramento de fidelidade podia ser rompido a qualquer momento.
02. Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:
a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.
03. O feudalismo:
a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.
04. A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do Estado enquanto instituição, porque:
a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza;
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores;
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e a lealdade ao suserano;
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas;
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.
05. Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:
a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corvéia e a talha.
06. Quanto às relações entre suseranos e vassalos:
a) senhor e servo eram categorias semelhantes a suseranos e vassalos;
b) o servo prestava homenagem ao senhor feudal;
c) o senhor feudal concedia o benefício ao vassalo;
d) as obrigações entre vassalos e suseranos eram recíprocas;
e) o juramento de fidelidade podia ser rompido a qualquer momento.
Leonardo frança
segunda-feira, 2 de abril de 2012
República Velha (1889-1930)
Introdução
O
período republicano começa com a derrubada do Império e a Proclamação da
República, em 15 de novembro de 1889, e se estende até hoje. Costuma ser
dividido em cinco fases distintas: Primeira República ou República Velha, Era
Vargas, Segunda República, Regime Militar e Redemocratização.
Desenvolvimento
Chama-se de Primeira República ou Republica Velha, o período que vai do fim do Império até a Revolução de 30. Tem dois momentos distintos: a República da Espada, até 1894, momento de consolidação do regime marcado pela presença dos militares no poder, e República das Oligarquias, até 1930, período em que os civis ocupam o poder.
Chama-se de Primeira República ou Republica Velha, o período que vai do fim do Império até a Revolução de 30. Tem dois momentos distintos: a República da Espada, até 1894, momento de consolidação do regime marcado pela presença dos militares no poder, e República das Oligarquias, até 1930, período em que os civis ocupam o poder.
* República da Espada – A cena política
logo após a Proclamação da República é dominada por uma acirrada luta pelo
poder entre centralistas e federalistas. Os centralistas, em geral militares,
têm a liderança do marechal Deodoro da Fonseca. Identificados com as ideias
positivistas de um Estado forte, são apoiados pelas antigas elites agrárias. Os
federalistas reúnem uma maioria de civis que representam as forças políticas e
econômicas dominantes nos Estados, principalmente São Paulo e Minas, os mais
ricos do país. Defendem a descentralização do poder sob a forma de república
federativa e o controle do governo pelo Congresso, onde as oligarquias
regionais estariam representadas. Os dois primeiros presidentes são militares.
* República das Oligarquias – Passado os
primeiros momentos de afirmação da República, os cafeicultores paulistas, que
já detêm a hegemonia econômica, conseguem também a hegemonia política. A
chamada República das Oligarquias consolida-se a partir do governo de Prudente
de Morais. Os Estados de São Paulo e Minas Gerais, respectivamente os maiores
produtores de café e de leite do país, passam a dominar o governo central na
chamada ”política do café-com-leite”. A Presidência da República é ocupada
alternadamente por representantes do Partido Republicano Paulista (PRP) e do
Partido Republicano Mineiro (PRM). No governo Campos Sales, acordos políticos
feitos com as oligarquias locais dão origem a um outro apelido do período, o de
”política dos governadores”.
Governo Provisório
Instalado na noite de 15 de novembro de 1889, o governo provisório é
dirigido pelo marechal Deodoro da Fonseca. Instaura o regime republicano
federalista, transforma as Províncias em Estados da Federação e o país passa a
chamar-se Estados Unidos do Brasil. Os estrangeiros residentes no Brasil têm a
opção de se naturalizar e adquirir a cidadania brasileira.
Federalismo – O presidente é o chefe da nação e
tem poderes para intervir nos Estados em caso de movimentos separatistas,
invasão estrangeira ou conflitos com outras unidades da Federação. Os 20
Estados têm autonomia para elaborar sua Constituição, eleger governadores,
realizar empréstimos no exterior, decretar impostos e formar suas próprias
forças militares.
Representação restrita – Os chefes do Executivo e
os membros do Legislativo são eleitos diretamente. O voto não é secreto.
Analfabetos, mulheres, soldados e menores de 18 anos não têm direito a voto –
restrições que reduzem o eleitorado a cerca de 6% da população do país.
Política externa
Passado o período de reconhecimento da República, o Brasil enfrenta
vários litígios de fronteira. O mais grave é a disputa pelo Acre com a Bolívia.
Com sua economia centrada em produtos agrícolas de exportação, o país depende
do mercado externo e sua política internacional tende a alinhar-se com a de
seus principais compradores. Durante a 1a Guerra Mundial alinha-se com os
Estados Unidos e é o único país da América do Sul.
Economia na Primeira República
Economia na Primeira República
Durante a Primeira República, a economia brasileira permanece centrada
na produção cafeeira, mas avança o processo de modernização e diversificação
das atividades econômicas. No final do século XIX, os engenhos nordestinos
modernizam-se com a instalação de usinas mecanizadas. No sul do país, as
pequenas propriedades de colonização estrangeira aumentam sua participação no
mercado interno e externo, com núcleos econômicos exportadores de charque e
erva-mate. Na região Amazônica intensifica-se a exploração da borracha,
valorizada pela nascente indústria automobilística. A indústria brasileira
também cresce com capitais vindos da cafeicultura ou estrangeiros, e
expandem-se os organismos de crédito. No início do século, empresas estrangeiras
instaladas no país, como a anglo-canadense Light & Power e a
norte-americana Bond and Share, ampliam os serviços urbanos de água, luz e
transportes.
Sociedade na Primeira República
No
final do Império e Primeira República, a sociedade brasileira fica mais
diversificada. Além da elite dominante, representada pela burguesia rural e
urbana, as classes médias aparecem com força no cenário político. Surge também
um proletariado urbano influenciado pelas tradições políticas anarquistas e
socialistas trazidas pelos imigrantes europeus.
Classes sociais – A burguesia é formada
pelos representantes da lavoura tradicional e ex-escravocrata, como os do Vale
do Paraíba; pelos cafeicultores modernos que empregam trabalho assalariado,
como os do oeste de São Paulo; por banqueiros e grandes comerciantes ligados à
exportação e à importação, e pelos grandes e pequenos industriais. As classes
médias urbanas incluem os imigrantes que se dedicam ao pequeno comércio e ao
artesanato; os militares, os profissionais liberais e os altos funcionários
públicos. O proletariado inclui funcionários públicos do baixo escalão,
trabalhadores assalariados rurais e urbanos, e uma grande maioria de
ex-escravos desempregados ou que trabalham como biscateiros.
Presença do imigrante – Entre 1889 e 1928
entram no país 3.523.591 imigrantes. Mais de um terço são italianos, seguidos
pelos portugueses, espanhóis, alemães e japoneses. A maior parte vai para a
lavoura do café. Muitos, porém, de origem urbana, abandonam o campo e
dedicam-se ao comércio ou à indústria, como assalariados ou donos de seus
próprios negócios.
Cultura na Primeira República
Obras
literárias inspiradas na realidade brasileira, como as de Euclides da Cunha,
Lima Barreto e Monteiro Lobato, surgem nos primeiros anos da República. Mas é a
partir da 1a Guerra Mundial que a produção cultural do país adquire maior
pujança e originalidade. Na Europa, o pós-guerra é acompanhado por um movimento
de renovação artística. Surge uma nova estética e as chamadas ”vanguardas”
ganham espaço na literatura, na música e nas artes plásticas. Os artistas
brasileiros, principalmente os mais jovens, também são tocados pelo espírito
renovador. Acompanham o que acontece fora do país mas querem produzir uma arte
original, oposta aos padrões europeus – tendência que desemboca na Semana de
Arte Moderna, realizada em São Paulo, em fevereiro de 1922.
Crise da Primeira República
A
superprodução cafeeira e a política de valorização do café levam a uma crise
econômica. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, acentua a crise.
Surgem brechas nos acordos políticos entre as oligarquias que controlam o
Estado desde o início da República. Nas eleições de 1930 os paulistas desafiam
a tradicional política do café-com-leite. Decidem permanecer no controle do
governo central, quando a vez seria dos mineiros. O presidente Washington Luís,
um paulista, indica outro paulista, Júlio Prestes, como candidato à sua
sucessão.
Aliança
Liberal – Minas Gerais passa para a oposição e alia-se ao Rio Grande do Sul e à
Paraíba. Os três Estados formam a Aliança Liberal que, além das elites
agrárias, também aglutina militares e setores das classes médias urbanas. O
gaúcho Getúlio Vargas é escolhido para concorrer à Presidência, tendo como vice
o paraibano João Pessoa. A campanha eleitoral mobiliza todo o país. Júlio
Prestes é eleito presidente em 1o de março de 1930, mas não chega a assumir o
cargo. Em outubro, estoura a Revolução de 1930, que leva Getúlio Vargas ao
poder.
Leonardo França
O ciclo do ouro ( 1650-1790)
Até o fim do século XVII, a exportação do açúcar se
constituía na principal atividade econômica desempenhada por Portugal em terras
brasileiras. Contudo, após a Holanda iniciar o cultivo da cana-de-açúcar nas
Antilhas, passou a oferecer um açúcar de grande qualidade e com um preço mais
competitivo do que o produzido no Brasil. Tal fato desencadeou uma crise no
mercado de açúcar brasileiro. Desta forma, Portugal precisou buscar uma nova
fonte de lucros. Essa busca teve um fim com a informação da existência de muito
ouro e outras pedras preciosas em Minas Gerais e, posteriormente, Goiás e em
Mato Grosso. Tais descobertas se deram em razão da ação dos bandeirantes,
sertanistas que desbravavam o interior do Brasil em busca de riquezas.
O Ciclo do Ouro desencadeou uma
verdadeira corrida em busca do enriquecimento. Portugueses e brasileiros de
todas as partes se moveram para as novas e promissoras regiões. Entretanto,
logicamente a Coroa logo estabeleceu pesados impostos para lucrar com toda a
atividade aurífera gerada. Todo o ouro encontrado deveria ser encaminhado para
as Casas de Fundição, derretido e transformado em barras, nas quais havia o
selo da Coroa (uma espécie de autorização). Neste processo já era cobrado um
imposto: o “quinto”, que nada mais era do que a cobrança da quinta parte de
todo o ouro encontrado. Outro imposto estabelecido pela Coroa foi a “derrama”.
Neste caso, a mesma estabelecia a cobrança anual de uma quantidade específica
de ouro de cada região aurífera. Caso não fosse gerado o valor pretendido em
impostos, os soldados invadiam as casas e tomavam bens de valor da população,
até atingir o valor pré-estabelecido.
O Ciclo do Ouro trouxe consigo
significativas mudanças de caráter socioeconômico. O eixo econômico do Brasil
passou a ser o Sudeste. Uma prova disto foi à mudança da capital, de Salvador
para o Rio de Janeiro. De uma forma geral, o Centro-Sul do Brasil passou por
uma fase de desenvolvimento, com a construção de escolas, teatros, igrejas e
diversas obras de infraestrutura.
Leonardo França
Mundo Muçulmano
A Arábia
Pré-Islâmica A Arábia está localizada numa região desértica, entre o mar
Vermelho e o Golfo Pérsico. A maioria de seu território é impróprio para a
agricultura; sua população, sendo assim, dedicou-se ao pastoreio. Do início de
seu povoamento até o fim do século VI, a Arábia não possuía um poder político
centralizado e se achava dividida em duas regiões distintas:
·
Arábia desértica: nesta região, que corresponde à
maioria do território árabe, viviam os beduínos, tribos nômades-pastoris em
constante disputa pelos oásis e poços de água; (ARABES DO DESERTO)
·
Arábia feliz: esta região era formada por tribos
sedentárias, organizadas sob forma de clãs familiares, que, nas regiões
litorâneas da Península Arábica, desenvolviam uma economia agrícola e
mercantil. Nela surgiram as principais cidades árabes, verdadeiros centros comerciais
como Meca e Yatreb. Pontos de passagem de caravanas que ligavam o Oriente ao
norte da África, nessas cidades, sobretudo em Meca, surgiu uma aristocracia
mercantil, formada por famílias que dominavam o comércio. Em Meca, esse papel
era desempenhado pela tribo coraixita. (ARABES URBANOS) A religião da Arábia
pré-islâmica também favorecia a importância da cidade de Meca. Os árabes, antes
de Maomé, seguiam o politeísmo idólatra, isto é, cada tribo cultuava seus
ancestrais sob forma de ídolos (imagens) que se achavam conservados na Caaba
(templo) de Meca. O deus principal era Alá, simbolizado pela “pedra negra”,
que, segundo eles, havia sido enviada dos céus.
Anualmente,
milhares de peregrinos, oriundos de todas as regiões da Península Arábica,
deslocavam-se em direção à Meca, dinamizando ainda mais o comércio e gerando
uma riqueza considerável para os mercadores da cidade.
A Unificação Política Maomé (570 - 632)
Nasceu em Meca, membro de uma
família pobre da tribo coraixita, e foi responsável pelo surgimento de uma nova
religião, o islamismo, que garantiu a unidade política à Arábia. Órfão muito
cedo, Maomé foi criado por um avô e um tio. Até os 20 anos foi pastor, quando,
então, empregou-se na caravana de uma rica viúva chamada Kadidja, com quem veio
a se casar mais tarde e de quem teve uma filha. Atuando como caravaneiro, tomou
contato com as duas religiões monoteístas da época: o judaísmo e o
cristianismo, das quais extraiu elementos para fundar uma nova religião
monoteísta.
Após um isolamento no deserto,
voltou à Meca, onde, afirmando ter recebido mensagens de Deus, através do
Arcanjo Gabriel, tentou divulgar sua doutrina. Dizia-se instrumento de Deus,
enviado aos árabes para ensinar- lhes o caminho da salvação.
Sua doutrina condenava o politeísmo idólatra, fonte de disputas entre os árabes, e defendia o monoteísmo fundado na submissão a Alá e na leitura rigorosa do Corão, livro sagrado dos muçulmanos. Ao divulgar sua doutrina, Maomé chocou-se com os interesses econômicos dos coraixitas de Meca que temiam que a nova religião diminuísse as peregrinações à Caaba, prejudicando assim seus negócios. Maomé foi perseguido e expulso de Meca em 622 (início do calendário islâmico), dirigindo-se para a cidade de Yatreb, episódio conhecido como Hégira. A cidade de Yatreb, depois Medina (“a cidade do profeta”), recebeu Maomé e seus seguidores, aderindo à religião islâmica e divulgando-a entre os beduínos do deserto. Em pouco tempo, Maomé conquistou uma legião de adeptos que, em 630, se dirigiu e conquistou Meca. Conseguiu, dessa forma, impor uma única religião aos árabes, elemento determinante para a unificação política da região; Maomé, além de chefe religioso, passou a ser o chefe político dos árabes. Em 632, o profeta Maomé morreu e foi sucedido pelos Califas (seguidores do profeta).
Sua doutrina condenava o politeísmo idólatra, fonte de disputas entre os árabes, e defendia o monoteísmo fundado na submissão a Alá e na leitura rigorosa do Corão, livro sagrado dos muçulmanos. Ao divulgar sua doutrina, Maomé chocou-se com os interesses econômicos dos coraixitas de Meca que temiam que a nova religião diminuísse as peregrinações à Caaba, prejudicando assim seus negócios. Maomé foi perseguido e expulso de Meca em 622 (início do calendário islâmico), dirigindo-se para a cidade de Yatreb, episódio conhecido como Hégira. A cidade de Yatreb, depois Medina (“a cidade do profeta”), recebeu Maomé e seus seguidores, aderindo à religião islâmica e divulgando-a entre os beduínos do deserto. Em pouco tempo, Maomé conquistou uma legião de adeptos que, em 630, se dirigiu e conquistou Meca. Conseguiu, dessa forma, impor uma única religião aos árabes, elemento determinante para a unificação política da região; Maomé, além de chefe religioso, passou a ser o chefe político dos árabes. Em 632, o profeta Maomé morreu e foi sucedido pelos Califas (seguidores do profeta).
A Expansão do Islamismo
No final do século VII, a
população árabe viveu um intenso crescimento demográfico que gerou a
necessidade de novas terras. Um elemento da religião fundada por Maomé serviu
de justificativa para a expansão territorial verificada no século seguinte.
Segundo os preceitos islâmicos, todo seguidor de Maomé deve ser um soldado
encarregado de levar a fé a todos os “infiéis”(djihad = Guerra Santa). Tal
motivação levou os árabes, comandados pelos califas, à expansão por vastas
áreas do Mediterrâneo.
A expansão muçulmana ampliou os domínios árabes em
direção ao mar Mediterrâneo e só foi contida na Europa por Carlos Martel, do
reino Franco, em 732, na batalha de Poitiers. Durante quase mil anos, os
árabes-muçulmanos controlaram a navegação e o comércio no Mediterrâneo,
bloqueando o acesso dos europeus ao comércio com o Oriente. A partir de meados
do século VIII, o Império Islâmico começou a dar os primeiros sinais de
decadência. Inicialmente porque a dinastia Omíada, responsável pelo apogeu
expansionista, foi substituída pela dinastia dos Abássidas que, disputando o
poder político, acabou por promover a fragmentação do Império em Califados
independentes. Por outro lado, a resistência ibérica à dominação islâmica sobre
a região (Guerra de Reconquista) e o movimento das Cruzadas, iniciado no século
X pelos cristãos, também contribuíram para o enfraquecimento do Império.
Finalmente, os turcos- otomanos convertidos ao islamismo entraram em choque com
os árabes pelo domínio do Mediterrâneo.
A Cultura Islâmica
A cultura islâmica assimilou elementos de diversas
culturas, reelaborando-os e enriquecendo-os com contribuições originais. Assim,
dentre as principais realizações culturais dos árabes, podemos destacar:
·
Ciências: campo em que os muçulmanos mais se
desenvolveram; na matemática aprimoraram a Álgebra e a Geometria; dedicaram-se
também à Astronomia e à Química (alquimia);
·
Medicina: grande foi a importância de Avicena que,
entre várias descobertas, diagnosticou a varíola e o sarampo e descobriu a
natureza contagiosa da tuberculose;
·
Artes Plásticas: a pintura e a escultura não
contaram com grande desenvolvimento pela proibição de se representar formas
vivas; a arquitetura sofreu influência bizantina e persa, utilizando em
profusão cúpulas, minaretes e arcos ogivais;
·
No campo da matemática, deixaram de legado cultural
para o ocidente, o sistema numérico. (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9).
·
Literatura: contamos com vasta produção, com
destaque para a coletânea As mil e uma noites e o poema Rubaiyat, de Omar
Khayam.
Nunca é
demais enfatizar que o grande legado da civilização islâmica para o mundo foi a
religião fundada por Maomé e que conta com milhões de adeptos.
Leonardo França
O povoamento da América (12 mil anos atrás)
Segundo algumas
pesquisas, os primeiros habitantes da América não eram originários do próprio
continente. Assim sendo, a pergunta é: de onde eles vieram? Como chegaram a
essas terras? Há diversas teorias que respondem estas duas perguntas: a de que
eles vieram por um caminho gelado, ou melhor, pelo "Estreito de
Bering", ou que eles vieram por caminhos diversos, isto é, por terra ou
por mar.
A primeira teoria diz
que as terras americanas começaram a ser povoadas quando os 1° grupos humanos,
vindos da Àsia, atravessaram o Estreito de Bering na época da última glaciação,
período este que o estreito ainda estava coberto por uma camada de gelo, unindo
o continente asiático com o americano. Tudo indica que a descoberta das
Américas pelos asiáticos do leste da Ásia se deu com as suas perseguições a
certos animais gigantes; e a ocupação ocorreu a cerca de 40 ou 50 mil anos, e
foi feita à pé, por desconhecerem a Navegação.
A segunda teoria diz
que o povoamento do continente americano começou quando certos grupos humanos
partiram das ilhas da Polinésia e da Oceania, em pequenas embarcações, e
chegaram primeiramente na América do sul pelo Oceano Pacífico; tendo, mais
tarde, povoado o resto da América. Para os defensores desta teoria, eles
até podem ter usado o Estreito de Bering, mas não foi este o único caminho.
Para eles, o povoamento começou não há 40 mil anos, mas há mais de 50. Porque
foi encontrado, na década de 1930, pontas de flechas fabricadas com pedra
lascada, nas proximidades do estado do Novo México e nos EUA, com ossos de
mamutes e bisões, e considerados, durante muitos anos, como os objetos mais
antigos produzidos na América, alguns pesquisadores chegaram a concluir que a
ocupação da América começou pelo Norte.
Entretanto, a
descoberta de objetos mais antigos encontrados ao sul do continente americano,
põe em dúvida esta explicação, esta teoria. Assim sendo, provavelmente o
povoamento da América do Sul pode ter sido anterior ao povoamento da América do
Norte; que os povoadores não entraram apenas pelo "Estreito de
Bering", e sim por vários caminhos...
Leonardo França
Assinar:
Postagens (Atom)
